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Em meio a pressão por saída da liderança, Jaques Wagner justifica dólares apreendidos pela PF: "Sobras de diárias do Senado"

 


​BRASÍLIA — O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), manifestou-se publicamente após ser alvo de mandados de busca e apreensão na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Na ação, os agentes apreenderam cerca de US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados ao parlamentar.



​o senador baiano negou qualquer irregularidade e justificou que os valores em moeda estrangeira encontrados em seu cofre são provenientes de diárias de viagens oficiais pagas pelo próprio Senado Federal, além de sobras de recursos comprados legalmente por ele ao longo dos últimos anos.

​Envelopes com timbre do Senado

​Segundo o parlamentar, o dinheiro guardado não tem relação com as suspeitas de vantagens indevidas apontadas pelos investigadores, que apuram suposta atuação política em benefício do Banco Master e do empresário Augusto Lima.


Envelopes com timbre do Senado

Segundo o parlamentar, o dinheiro guardado não tem relação com as suspeitas de vantagens indevidas apontadas pelos investigadores, que apuram suposta atuação política em benefício do Banco Master e do empresário Augusto Lima.


​Envelopes com timbre do Senado

​Segundo o parlamentar, o dinheiro guardado não tem relação com as suspeitas de vantagens indevidas apontadas pelos investigadores, que apuram suposta atuação política em benefício do Banco Master e do empresário Augusto Lima.


​"Eu, várias vezes, viajei para o exterior, mandei até levantar. De 2019 para cá, recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil dólares (...) Os envelopes, inclusive, que estavam em Brasília, eram envelopes com o timbre do Senado Federal, que é quando você recebe a diária em espécie, em dólar", declarou Jaques Wagner.

Levantamentos do Portal da Transparência do Senado corroboram que o petista realizou 27 missões oficiais internacionais entre 2019 e 2026, acumulando um montante expressivo recebido em diárias. Wagner explicou que muitas vezes prefere concentrar gastos pessoais no cartão de crédito, mantendo o dinheiro vivo guardado para viagens futuras.

Respaldo de Lula e pressão nos bastidores

​Logo após a repercussão da operação policial, Jaques Wagner revelou ter recebido um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o senador, o chefe do Executivo prestou solidariedade pessoal e reafirmou a confiança em seu trabalho no Congresso, com quem mantém uma relação política de quase 50 anos. O Planalto, contudo, não entrou explicitamente no mérito de sua permanência imediata na liderança.

​Apesar do tom de tranquilidade adotado por Wagner e do respaldo público de aliados como o presidente do PT, Edinho Silva, a operação abriu um foco de desgaste interno. Nos bastidores de Brasília, ministros e parlamentares da base governista, como o vice-líder da Câmara Rogério Correia (PT-MG), passaram a ventilar a necessidade de uma saída estratégica do senador do cargo de liderança para evitar a contaminação da pauta do governo. O parlamentar, por sua vez, garantiu que não cogita entregar o posto a menos que receba uma orientação direta do presidente Lula.

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